24 de outubro de 2011

Pousada Magic City tem pacotes para o feriado de 15 de novembro a partir de R$ 1.150 o casal com todas as refeições



A Pousada Magic City, em Suzano, situada em um complexo de lazer com o mesmo nome, ainda tem vagas para o feriado de 15 de novembro. O pacote de quatro dias, de sexta a terça-feira, já inclui café da manhã, almoço, jantar; e varia a partir de R$ 1.150 o casal.

Para quem ainda não conhece, o Magic City é um dos mais completos e maiores complexos de lazer do país. Possui Parques Aquáticos, Parque de Diversões, Mini-Fazenda, Parque de Aventuras, e Pesqueiro. São nada menos do que 3,5 milhões de litros de água, entre piscinas adulto e infantil, piscinas aquecidas e cobertas, recreativas, cascatas, ofurôs, toboáguas e um kamikaze com 20 metros. 

Quem deseja um conforto a mais pode desfrutar da Área VIP com hidromassagem, cascatas, além das piscinas e ofurôs. 
No Parque de Diversões, os visitantes podem se divertir no barco viking, twister, carrinho bate-bate, entre outros brinquedos. Se a intenção é se divertir com mais adrenalina, a dica é aproveitar o Parque de Aventuras, com parede de escalada, rappel, arvorismo e trilhas. O Parque de Aventura também tem atividades para crianças menores, como a mini-trilha radical, labirinto, mini-parede de escalada e cama elástica. 

A Pousada Magic City possui 64 apartamentos para até cinco pessoas. Todos equipados com televisão, frigobar, telefone, ventilador de teto e aquecimento central nos banheiros. Mais informações (11) 4746-5805 ou em www.magiccity.com.br 

Para chegar ao Magic City basta seguir pela rodovia Índio Tibiriçá km 58,5 e seguir a sinalização até a entrada do parque. 

Bom programa para o fim de semana é visitar a Feira de Móveis Artesanais em Embu das Artes e depois levar a família para almoçar no Restaurante Espaço Terra



Uma boa sugestão para o fim de semana de 29 e 30 de outubro é visitar a Feira de Móveis Artesanais, Decoração e Antiguidades de Embu das Artes e depois almoçar no Restaurante Espaço Terra, bem pertinho. A feira já está na terceira edição e acontece no Parque do Lago Francisco Rizzo, apresentando em especial os produtos feitos de maneira sustentável e os móveis reciclados. Vários itens estão à venda. Incluindo alguns feitos com madeira de demolição maciça, cruzeta de postes, dormentes e outros. A feira acontece nos dias 29 e 30 de outubro, das 10h às 19h.

Depois de ver os destaques e fazer compras, a dica é seguir para o Restaurante Espaço Terra, a poucos minutos do local da feira. Inaugurado há pouco mais de dois meses, o novo restaurante tem como proposta ser não apenas mais uma opção de restaurante nos arredores de São Paulo, mas oferecer um programa diferenciado para famílias, amantes da boa comida e de bons vinhos.

O restaurante fica em uma área de 220 mil metros quadrados, sendo 150 mil de Mata Atlântica, e o acesso de carros não é permitido. Todos se locomovem com carros elétricos. A estrutura de lazer para o restaurante inclui parquinho, deck na beira da piscina ideal para um drinque, bar e uma charmosa adega encravada na terra, e por isso climatizada naturalmente, com mais de 1300 garrafas e um poço de água natural, usado para resfriar os vinhos. Em uma trilha de 2 km, em meio à Mata Atlântica, é possível observar pássaros, entre outros animais, e a flora exuberante. 

No cardápio do restaurante, estão ótimas sugestões de saladas, carnes e massas. Em termos de prato principal, as sugestões do chef incluem o risoto de brie com parma e rúcula (R$ 37,00) ou o tagliatelle ao pesto (R$ 29,00). Entre as carnes, boa pedida é a picanha rústica, feita ao alho com tutu de feijão, arroz e couve (R$ 46,00). Na hora da sobremesa, manjar de coco com calda de frutas vermelhas (R$ 10,00) e frutas flambadas (R$ 25,00) são algumas das sugestões. 

O restaurante Espaço Terra funciona de segunda a domingo, sempre das 12h às 15h. Com capacidade para 60 pessoas, tem estacionamento gratuito. Todos os cartões de crédito são aceitos.

Patati e Patatá no Shopping Taboão



O Shopping Taboão sedia de 23 de setembro a 30 de outubro o Circo dos Sonhos do Patati e Patatá. O espetáculo traz os tradicionais números circenses como malabaristas, equilibristas, trapezistas entre outros, e é claro, as palhaçadas e canções preferidas da criançada com a dupla Patati e Patatá.

O Circo dos Sonhos tem capacidade para 700 pessoas e está armado no estacionamento do shopping, na Rod. Régis Bittencourt, Km 271,5 em Taboão da Serra.

Indicado para todas as idades, o espetáculo é repleto de cor, luz e imaginação. Mais informações pelos telefones: (11) 2076 0087 ou (11) 2076 0001.


Evento “Circo dos Sonhos”

Período: 23/09 a 30/10
Horários: Sextas-Feiras às 20h30 / Sábados às 15h, 17h e 19h
                  Domingos e Feriados às 11h, 15h 17h e 19h
Local: Estacionamento
Preços: Inteira: R$ 40,00 / Meia Entrada: R$ 20,00
*meia entrada para crianças de 02 a 12 anos, estudantes e pessoas com mais de 60 anos
Venda on line: http://www.ingresso.com.br/
Mais Informações ligue (11) 2076 0087 ou (11) 2076 0001.

O cantor Flavio Venturini fará participação especial no show do dia 30 de Outubro do O Teatro Mágico no Citibank Hall.



Surgido nas Minas do Clube da Esquina, com passagem como cantor, compositor e tecladista por bandas como O Terço e 14 Bis, Flavio inicia sua carreira solo com o álbum Nascente, de 1981. O disco o revela como intérprete e autor apurado, a partir da faixa-título, gravada anteriormente por Milton Nascimento, e das clássicas Espanhola e Princesa.

Recentemente, Flavio lançou o DVD Não se Apague esta Noite (2009), gravado ao vivo no Museu das Artes da Pampulha, em Belo Horizonte, e os discos Canção sem Fim (2006) e Por que Não Tínhamos Bicicleta (2004), ambos por seu próprio selo, Trilhos.Arte.


SHOW EXTRA DO GRUPO O TEATRO MÁGICO NO CITIBANK HALL, DIA 30 DE OUTUBRO

Devido a grande procura de ingressos para o show do grupo O Teatro Mágico, a realizadora TIME FOR FUN anuncia show extra no Citibank Hall no dia 30 de Outubro. O projeto que reúne elementos do circo, teatro, poesia, música, literatura, política e do cancioneiro popular, apresenta seu novo álbum A Sociedade do Espetáculo, formado pelo compositor, ator e músico Fernando Anitelli, que promete levar o público presente à uma verdadeira catarse coletiva. Os ingressos já podem ser adquiridos a partir do pelo telefone 4003-5588, pelo site www.ticketsforfun.com.br, na bilheteria oficial do Citibank Hall e nos demais pontos de vendas espalhados pelo Brasil. 

A Sociedade do Espetáculo vem para completar a trilogia da Cia musical  O Teatro Mágico. Há mais de oito anos na estrada, a trupe se consolidou como principal fenômeno da internet no Brasil, obtendo mais de 6 milhões de downloads oficiais na rede, milhões de views no Youtube, centenas de seguidores e fãs nas redes sociais além de aparições importantes em programas da mídia tradicional.

Este novo trabalho representa o amadurecimento musical da banda no último período, que compreende o lançamento do Segundo Ato (2008). O Teatro Mágico conta com o grande diferencial  da produção de Daniel Santiago, integrante da banda e parceiro de Hamilton de Hollanda, músicos que estão entre os principais expoentes da musica instrumental contemporânea brasileira. Com o confronto de ideias no estúdio, o O Teatro Mágico agora se propõe a fazer um pop moderno, sofisticado e fundamentalmente brasileiro.

As músicas continuam acessíveis ao público, o que resguarda a essência do projeto, mas agora o grupo se apresenta bebendo desde Milton e Clube da Esquina, até a guarania gaúcha. Sem dúvida alguma, A Sociedade do Espetáculo  tem seu diferencial na inovação estética musical, capaz de reunir elementos da musica internacional com uma forte brasilidade, fazendo assim, uma fusão de ritmos.

Influência filosófica:

O álbum se intitula com o nome do livro de Guy Debord A Sociedade do Espetáculo.  A obra ainda atual do filósofo francês versa sobre a imagem enquanto elemento organizador  da sociedade do consumo, transformando a realidade em ficção, e a ficção em realidade. O conteúdo das melodias e letras traz o questionamento do mundo em que vivemos hoje. Como na música Amanhã... Será?, inspirada nas revoluções que aconteceram no Oriente Médio, e O Mundo Não Vale o Mundo Meu Bem, com uma forte influência de Drummond.  Assim como no álbum anterior,  a trupe chega na cidade e discute o seu cotidiano político/cultural, sem esquecer também do lado  sentimental, como foi no primeiro CD Entrada para Raros (2003), álbum este que resgata um humanismo individual e coletivo , provocando uma catarse com o forte tom de positivista que só sabe, quem já esteve em um show de O Teatro Mágico.

SERVIÇO O TEATRO MÁGICO – A SOCIEDADE DO ESPETÁCULO

Realização: TIME FOR FUN
Local: Citibank Hall – Av. Jamaris, 213 – Moema
Site: www.t4f.com.br
Telefones para informações: 4003-6464
Venda a grupos: (11) 2846-6166 / 6232
Apresentação: Domingo, dia 30 de outubro de 2011
Horário: 20h
Duração espetáculo: aproximadamente 1h30

Agridoce lança clipe de “Dançando”



Agridoce lança clipe de “Dançando”

A expectativa para o lançamento do primeiro álbum do projeto paralelo da cantora Pitty com o guitarrista Martin cresce dia a dia. Semana passada, o duo disponibilizou para streaming o primeiro single, “Dançando”, que já está em ótima execução nas rádios do Brasil. E, a partir de hoje, o clipe dessa faixa, dirigido por Otávio Sousa, pode ser assistido no Youtube.

Para a gravação do novo álbum, o duo se isolou em uma casa na Serra da Cantareira, para onde foram o produtor Rafael Ramos, o engenheiro de som Jorge Guerreiro e o diretor do clipe, Otávio. As imagens de “Dançando” foram feitas nesse período, registrando momentos da gravação, da convivência na casa, em cenas bem intimistas.

Programação do Na Mata Café – 25 à 29 de outubro



Destaque para o festival organizado pela rádio 89FM, o Fast 89 Rock Party, que realiza a primeira edição no Na Mata Café, nesta quarta-feira, dia 26 de outubro, a partir das 22h. O evento promove o encontro de bandas do rock nacional, de épocas diferentes, para uma Jam session. Nesta noite, sobem ao palco as bandas Nem Liminha Ouviu, The Unplay, o cantor Ivan Sader, Egypcio e Léo (Tihuana), e participação especial da banda Fresno.

Terça-feira, 25 de outubro – show: FAUSE HATEN - 22H30
Considerado um dos grandes estilistas brasileiros, Fause Haten aposta na carreira musical e trabalha na divulgação do seu mais recente trabalho, intitulado “CDFH”, disco lançado em agosto, composto por 12 faixas.

Preço: Mulher R$ 30,00 / Homem R$ 40,00
Baladeiros Week são VIPs.

Quarta-feira, 26 de outubro – FAST 89 ROCK PARTY – 22H30
Nesta quarta-feira o Na Mata Café recebe a primeira edição do festival Fast 89 Rock Party, organizado pela rádio 89 FM, em parceria com a produtora King Art. O evento conta com uma Jam session com integrantes de bandas do rock nacional, entre eles, Nem Liminha Ouviu, The Unplay, Ivan Sader, Egypcio e Léo, do grupo Tihuana. A banda Fresno também participa do show e fazem participação especial.

Preço: 40,00 (Homem/ Mulher)

Quinta-feira, 27 de outubro – ORQUETRA SONORA DO HOMEM POLVO – 22H30
Nesta noite, o grupo promove o lançamento oficial do EP Hashtag, e são esperadas participações especiais como a do guitarrista do Claustrofobia, Alexandre de Orio.
No repertório as músicas do trabalho autoral e releituras de clássicos de artistas como: Ray Charles, Rolling Stones, Mutantes etc.

Preço: Mulher R$ 30,00 / Homem R$ 40,00
Baladeiros Week são VIPs.

Sexta-feira, 28 de outubro: SOUNDTRACKERS – 0h
Formada em 2008, a banda Soundtrackers surgiu com o objetivo de apresentar canções ao vivo de trilhas sonoras dos filmes que fizeram sucesso de bilheteria. Dessa forma, a banda inclui no repertório músicas de Elvis Presley e Beatles, além de canções dos filmes Caça Fantasmas, De Volta para o Futuro, Embalos de Sábado à noite, e muitos outros filmes que você vai relembrar na voz de Fábio Nogueira e Paula Marchesini. Danilo Barbalaco (guitarra), Rodrigo Rodrigues (violão e guitarra), Felipe Malaquias (teclados), Fábio Effori (baixo) e Luis Capano (bateria), completam a banda. 

Preço: Mulher R$ 40,00 / Homem R$ 50,00.
Baladeiros Week são VIPs

Sábado, 29 de outubro: WONKAS – 0h
Composta por 10 integrantes, a banda Wonkas se apresenta no Na Mata Café na noite de sábado e apresenta o melhor do pop rock nacional e internacional, dance music das décadas de 70, 80 e 90 e um rock and roll extremamente dançante que vai garantir a agitação do público na pista.

Preço: Mulher R$ 40,00 / Homem R$ 50,00.
Baladeiros Week são VIPs

Serviço
Na Mata Café
Rua da Mata, 70 – Itaim Bibi
Tel: 3079-0300
Capacidade: 250 pessoas
Horários e dias de funcionamento:
Almoço: de segunda à sexta, das 12h às 15h30 e sábados, das 13h30 às 17h30.
Restaurante à noite: de segunda à quinta, abertura às 19h30, e na sexta e sábado abertura às 20h.
Na Moita: de terça à quinta, abertura às 21h30 e, Sexta e Sábado, às 22h00, com funcionamento até o último cliente. Shows às 23h (de terça a quinta), às 00h30 (sextas e sábados) e 20h30 (domingos).
Cartões de crédito: Diners, Mastercard, Visa e Amex.
Não aceitamos cheques
Possui acesso a deficientes e área para fumantes.
Ar condicionado.
Serviço de valet: R$ 15,00 (dia) e R$ 18,00 (noite)
Chapelaria – R$ 5,00
Cervejas: Skol Beats R$ 8,00/ Bohemia Long Neck R$ 8,00 /Stella Artois Long Neck R$ 9,00.
Censura: 18 anos
www.namata.com.br

Pinturas e desenhos de Pedro Varela estarão em exposição da Zipper Galeria



Artista carioca traz seu universo azulado ao público de São Paulo com a mostra individual Ainda Viva 

De 31 de outubro a 26 de novembro, o carioca Pedro Varela apresenta trabalhos inéditos na exposição individual Ainda Viva, na Zipper Galeria. A abertura está marcada para sábado, dia 29, das 14h às 18h no mesmo local. Varela preparou para a ocasião cerca de 10 de obras, além de um conjunto de desenhos feitos em papel de arroz.

Segundo Varela, o título de sua exposição é uma tradução livre do termo Still Life, estilo de pintura dos séculos XVI e XVII originado no norte da Europa e Países Baixos. Nela, o espectador poderá ver pinturas e desenhos de natureza morta, paisagens e vanitas (muito comuns na arte funerária medieval, de aspecto sombrio, mas que, na obra de Pedro, ganha tons fortes e coloridos).

Há que se reparar no grande uso do tom azul nesses trabalhos também, que reúne parte das pinturas. Em grandes áreas, o azul ganha efeitos aguados similares a aquarelas, mas que são, na verdade, criados com acrílica sobre lona. Em outras peças, o azul ainda recebe pontos coloridos mais específicos.

Todos os trabalhos são construídos através de justaposição de diferentes referências e estilos presentes na história da arte, arquitetura, ilustração etc. “Mas acabam se misturando e criando novas formas, de maneira que o referencial original se desconecta da imagem que está no trabalho, provocando uma sensação de déjà vu no espectador, que não consegue reconhecer a referência, mas pensa já ter visto algo parecido, revela o artista.  

Nos trabalhos desta exposição, algumas das pinturas retratam lugares perdidos ou imaginários como Atlântida, florestas psicodélicas, e jardins submersos; outras mostram naturezas mortas, que são um gênero considerado perdido na história da arte e que interessaram a Pedro Varela justamente por isso. “O nome Ainda Viva é também uma referência clara às sucessivas mortes da pintura, proclamadas desde o surgimento da fotografia até hoje. E aproveito esta situação da pintura, de parecer desconectada de seu tempo, para criar trabalhos que falam de mundos imersos numa atmosfera de fábula, num tempo que parece não existir, que não é passado nem futuro”, esclarece Varela.

Um caminho sem fim a vista?
por Juliana Monachesi

As pinturas, desenhos e colagens de Pedro Varela costumavam ser uma espécie de encontro entre Julie Mehretu e Franz Ackermann, ou entre Corinne Wasmuht e Matthew Richie: arquiteturas sugeridas em meio a um caudal de referências da abstração geométrica e informal. Sua “fase branca” veio complicar um pouco as coisas, mas, apesar de as obras tirarem o foco da pesquisa de cor do artista, mantiveram a interpretação do assunto central como sendo uma arquitetura onírica, mistura de referências concretas com cidades imaginárias. A presente exposição de Varela na galeria Zipper termina de complicar as coisas, porque a temática urbana perdeu espaço para paisagens e naturezas-mortas e as cores voltaram, com predomínio do azul. E aqui é que tudo fica de fato interessante.

Ao abandonar a moeda corrente da arquitetura inventada e da fragmentação do mundo atual, Varela se distancia de um vocabulário tido como “contemporâneo” e se aproxima de uma voz mais autoral, ou pelo menos mais particular. Não se pode falar de uma noção forte de autoria porque o que o artista busca, ao longo de toda a sua produção e sobretudo nestes novos trabalhos, é uma mistura irreconhecível de gêneros e motivos onipresentes na história da arte e da cultura ocidental. O que há de particular, de próprio, nas obras desta exposição é a mestiçagem do imaginário dos artistas viajantes dos séculos 17 a 19 sobre o Brasil e a afirmação tropicalista de uma identidade antropofágica para o país.

O clima neobarroco das obras, que oscilam entre o extremamente ornamental e o extremamente sintético, junto da paleta antagônica, que mistura momentos lisérgicos com azuis aguados e meditativos, resulta em pinturas fora do tempo. Além disso, a escolha pelo artista dos motivos representados é menos reconhecivelmente contemporânea, o que reforça seu aspecto imemorial. “A ideia de Ainda Viva é simples. É uma exposição que apresenta praticamente naturezas-mortas e paisagens, duas categorias secundárias criadas pela academia de arte e que foram completamente abandonadas pela modernidade. Nesta exposição eu quis deixar clara a minha vontade de trabalhar com coisas esquecidas, métodos abandonados”, conta Varela.

Uma indiferenciação entre paisagem e décor, em que estes dois universos antagônicos se mostram intercambiáveis, revela uma maturação do que antes era resolvido por meio da convivência entre pintura e colagem: as instalações que se espraiavam pelo espaço, em que um desenho emoldurado transbordava para fora, continuando na superfície da parede até se conectar com outro e assim por diante, encontram aqui uma potente síntese. Ainda Viva faz referência à tradição das vanìtas e da documentação botânica, mas acima de tudo se refere à pintura e à possibilidade de encontrar brechas ainda não preenchidas neste discurso tão anacrônico quanto atemporal.

Pedro Varela (por Paula Braga)
Petrópolis, 1981. Vive e trabalha em Petrópolis, Rio de Janeiro.

As cidades que Pedro Varela desenha remetem muito mais à literatura do que a qualquer referência nas artes visuais. Como se esperassem um texto de Borges para as acompanhar, cuidam de manter grandes espaços em branco no papel. Podem ser miragens vistas à distância por um personagem das Mil e uma Noites, cidades com nomes de mulheres como as de Italo Calvino, ou castelos de um conto que guardamos da infância de nossa experiência literária.

A essas alusões ficcionais misturam-se prédios que conhecemos de lugares reais: já vi esse em Chicago, aquela cúpula está na Sé, ali a torre de Ontário. Misturados a morros, essas cidades têm todas um certo sotaque carioca: onde mais senão no Rio de Janeiro se vê um castelinho ao lado de uma pedra monumental que parece apoiar o arranha-céu? E assim esses desenhos vão escorrendo de canetas esferográficas e, vivos como uma urbe, não respeitam a fronteira do papel, invadem a parede e zonas de risco como janelas. O vidro, aliás, é um suporte frequente para experiências de Pedro Varela: olhando de janelas por onde a caneta de Varela passou, podemos ver um castelo flutuar no céu ou plantas exuberantes brotarem do topo de um edifício de concreto. Varela constrói também seus mundos mágicos e fluidos com vinil adesivo colorido sobre papel, vidro, parede, chão ou o que quer que esteja no caminho e queira aderir a essa urbanização onírica.

Outro suporte que reforça o aspecto onírico do traço de Varela é o tecido esticado em bastidores redondos, que remetem a bolhas prontas para desaparecer levando embora as paisagens fantásticas. Desde 2008, as cidades de Varela aparecem também tridimensionais, construídas em papel branco, suspensas por fios ou finíssimas palafitas.

Virtuose do desenho e da capacidade de encantamento, Pedro Varela formou-se em gravura pela escola de Belas Artes da UFRJ em 2005 e já expôs em várias galerias do Rio de Janeiro, México e Chile. Em 2010 participará da exposição coletiva “Gigante pela Própria Natureza” no IVAN (Valencia, Espanha) e de uma individual no Paço das Artes, em São Paulo, como selecionado da Temporada de Projetos.

Ainda Viva, de Pedro Varela @ Zipper Galeria
Abertura: 29 de outubro, sábado, das 14h às 18h
Período expositivo: 31 de outubro a 26 de novembro de 2011
Rua Estados Unidos, 1494, São Paulo/ SP
Telefone: (11) 4306-4306
Zippergaleria.com.br
Segunda-feira a sexta-feira, das 10h às 19h/ sábado, das 11h às 17h
Grátis/ Livre

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