19 de novembro de 2013

José Rufino inaugura exposição no MuBE


Violatio fica em cartaz de 11 de dezembro a 5 de janeiro e a entrada é gratuita

Batizada de Violatio, a mostra do artista plástico José Rufino foi concebida para o Museu Brasileiro de Escultura e pontua a diversidade e complexidade de sua produção dos últimos 15 anos em torno de um contexto aqui apresentado pela curadora Tereza de Arruda. A exposição apresenta esculturas, objetos, desenhos e gravuras e é a primeira mostra de José Rufino com obras de mais de uma década em um museu de São Paulo. O vernissage acontece no MuBE no dia 10 de dezembro, 19h e a exposição fica em cartaz de 11 de dezembro a 5 de janeiro.

Algumas peças são inéditas, outras provenientes do atelier e também de acervos privados. De acordo com a curadora, as obras foram selecionadas como um todo, porém são autônomas exercendo tanto um diálogo entre si quanto com o local expositivo devido a sua disposição espacial como a nascer, crescer ou fincar seus tentáculos na arquitetura singular do museu. O público há de desbravar este universo já violado.

Violatio traz ao público do MuBE uma ampla visão da obra de José Rufino. Dentre esculturas, objetos, desenhos e gravuras, elementos orgânicos como raízes, galhos e troncos são recorrentes em sua obra como no trabalho Fabularis (imagem). Nele ocorre o enquadramento preciso de uma série de galhos de árvore individuais em molduras maciças e formais como em um alinhamento de personalidades ou membros de uma família. A fisionomia dos retratados é representada pelos traços, nós, ramificações a revelar ou velar a identidade dos seres representados.  Essa obliteração ocorre ainda nos retratos que passam a ser personificados somente através de seus contornos vazados, no conjunto Sem Título, como a ocultar ou anular intencionalmente o conteúdo dos retratados.

Sobre José Rufino

José Rufino vive e trabalha em João Pessoa. Desenvolveu sua jornada artística passando da poesia para a poesia-visual e, em seguida, para a arte-postal e desenhos, nos anos 80. O universo do declínio das plantações de cana-de-açúcar no Brasil conduziu seu trabalho inicial em desenhos e instalações com mobiliário e documentos de família e institucionais. Filho de ativistas políticos perseguidos pela ditadura do regime militar brasileiro nos anos 60, o artista é também muito conhecido pelos seus impressionantes trabalhos de caráter político. Tem realizado incursões na linguagem cinematográfica e desenvolve cada vez mais um trabalho misto de monotipias/móveis/objetos e instalações. O diálogo dicotômico entre memória e esquecimento contamina seu trabalho por completo.

Em 2012 exposição individual na Casa França Brasil/Rio de Janeiro com obra Ulysses, participação na SP-Arte, Divortium Aquarum na Sala A Contemporânea, no CCBB/Rio de Janeiro; Em 2011, expôs a obra 28.01.79 no 12º Festival de Areia, em Areia-PB; e Divortium Aquarum, como artista convidado do Prêmio Energisa de Artes visuais, em João Pessoa-PB; Em 2010, expôs Aenigma na Galeria Milan em São Paulo; Blots & Figments, no Museu Andy Warhol, em Pittsburgh, EUA; e Faustus, no Palácio da Aclamação, em Salvador. Participou da 25ª Bienal Internacional de São Paulo e de exposições coletivas como Caminhos do Contemporâneo, no Paço Imperial (Rio de Janeiro), ambas em 2002; da ARCO – Feira Internacional de Arte Contemporânea, em Madri, Espanha, em 2001; e de L’Art dans le Monde, no Pont Alexandre III, Paris, em 2000. Realizou exposições individuais na galeria Virgílio em São Paulo, no ano de 2008; na Galeria Amparo 60 e no Museu de Arte Contemporânea (MAC) de Niterói, em 2005; no Museu Vale, Vila Velha – ES, em 2003; na Adriana Penteado Arte Contemporânea, São Paulo, em 1998; e no Espaço Cultural Sérgio Porto, Rio de Janeiro, em 1996. As investigações mais recentes do artista tratam da falência irreversível do corpo e das memórias.

Serviço

Violatio – José Rufino
Vernissage: 10 de dezembro de 2013, às 19h
Período expositivo: 11 de dezembro a 5 de janeiro de 2014
Entrada gratuita
Endereço: Av. Europa, 218. São Paulo
Informações: 11 2594-2601, mube@mube.art.br
Horário de funcionamento: Terça-feira a domingo, das 10h às 19h

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