5 de novembro de 2009

Férias em uma típica fazenda do Pantanal mato-grossense

A natureza deslumbrante de cartão postal pode ser admirada com cavalgadas, focagem noturna, passeios de barco e safáris fotográficos.

Se hospedar no Pantanal é inspirador! Nada como acordar com a sinfonia dos cantos dos pássaros, tomar um café da manhã reforçado com guloseimas típicas de fazenda e durante o dia se entreter em meio a um verdadeiro espetáculo da natureza. Por todos os lados é gritante a beleza da flora, há mandacaru, aguapé (planta aquática flutuante), aroeira, cambará, fiqueira-mata-pau, ipê, assa-peixe, entre outras espécies.

Num safári fotográfico é possível registrar imagens lindas onde os protagonistas são da variada fauna local, alguns deles em extinção, como macacos, Pica-paus, jacarés, araras azul, tuiuiús, tucanos, emas, curicacas, quatis, capivaras, tamanduás, pássaros colhereiros (com bico em formato de colher e asas cor-de-rosa), entre outros. O Pantanal Mato-grossense possui 210 mil km², que serve de hábitat para 122 espécies de mamíferos, 93 diferentes répteis, 1.132 tipos de borboletas, além de 656 espécies de aves.

Hospedar-se em uma fazenda tipicamente pantaneira é a opção preferida pela maioria dos turistas que visitam a região. Um dos exemplos de hospedagem neste estilo é a Fazenda Ipiranga, localizada na cidade de Poconé, a 110 km de Cuiabá em estrada asfaltada. A fazenda, com 7mil hectares, pertence ao veterinário João Losano Eubank de Campos, que também é criador de gado e cavalo pantaneiro. O lugar é referência na realização de pesquisas científicas ligadas a diversas áreas, serve de cenário para estudos de brasileiros e estrangeiros, em razão do ecossistema privilegiado e assessoria de guias atenciosos e conhecedores da região.

A Pousada Piuval, que hoje fica dentro da Fazenda Ipiranga, surgiu por acaso. Em 1989 João Lousano recebeu alguns visitantes de improviso, levados por um dono de uma agência de turismo do Rio de Janeiro. As visitas se tornaram freqüentes e como a fazenda não tinha infra-estrutura para receber turistas, o local passou por reformas e o que era apenas ‘a sede da fazenda’ logo se tornou pousada. Mas o ambiente continua familiar, pois o veterinário trabalha com os filhos e a esposa.

O Pantanal é bonito o ano todo, na seca os animais ficam visíveis próximos às lagoas, e na estação da cheia eles se concentram nos locais mais altos. A Fazenda Ipiranga tem uma paisagem imensamente plana e verde. Lá é possível cavalgar em meio ao alagado e sentir a água bater suavemente nas pernas, um refresco divertido, nos dias quentes. Os cavalos pantaneiros atravessam valentemente as áreas alagadas.

Quem gosta de pesca esportiva (sem fins de consumo) poderá se sentir um profissional tamanho facilidade devido à quantidade de peixes nas águas do Pantanal. Nos rios e alagados há 263 qualidades de peixes. A pousada tem barcos disponíveis para quem gosta da atividade e também para passeios. Entre as atrações estão focagem de animais, durante o dia ou à noite, e o passeio ao capão dos macacos, onde muitos macaquinhos andam de árvore em árvore em busca de alimentos.

Os pássaros garantem um espetáculo matinal no alvorecer nos 365 dias do ano e apreciar o pôr-do-sol é imperdível, um show pantaneiro de tirar o fôlego. Para desfrutar tudo isso, basta pegar a Transpantaneira, estrada de barro de 145 km cortada por pequenas pontes de madeira. A rodovia vai desde a porta de entrada do Pantanal, a cidade de Poconé, distante 100 quilômetros de Cuiabá, até Porto Jofre, perto da divisa com o Mato Grosso do Sul.

Para se hospedar na Fazenda Ipiranga nas férias de Janeiro de 2010 há apartamentos single com diária por R$ 230,00, duplo R$ 320,00, triplo R$ 420 e quádruplo R$ 520,00, está incluso pensão completa, um passeio de barco, um passeio a cavalo, caminhada nas trilhas e uso de piscina. O endereço da Pousada Piuval é Rodovia Transpantaneira, km 10, em Poconé, MT, o telefone para reserva (65) 3345-1338 e o site site www.pousadapiuval.com.br.

COREOLÓGICAS-LUDUS BRINCA COM O MOVIMENTO

Espetáculo é releitura da série interativa apresentada

desde a criação da companhia, há 13 anos

Coreológicas-Ludus, do Caleidos Cia. de Dança, estreia no dia 7 de novembro (sábado), 20h, no Centro Cultural São Paulo. A apresentação será gratuita. A concepção e coreografia são de Isabel Marques, que divide a direção com Fábio Brazil. A trilha musical contemporânea foi composta por Divan para o espetáculo. Mariana Piccolli assina o figurino.

As intérpretes Luciana Nunes, Renata Baima, Samanta Roque e Carolini Lucci exploram a linguagem da dança por meio dos estudos de Laban e a interatividade com o público como valor estético e educativo.

Coreológicas-Ludus é um reencontro com o repertório dos espetáculos Coreológicas do Caleidos Cia. de Dança realizados nos últimos 13 anos (1996-2008), que propõe novos jogos entre os elementos da linguagem da dança (a Coreologia de Rudolf Laban) e o público.

COREOLÓGICAS-LUDUS - Estreia dia 7 de novembro, sábado, às 20h, no Centro Cultural São Paulo - Sala Adoniran Barbosa. Rua Vergueiro, 1.000, Paraíso, Metrô Vergueiro (linha azul). Tel. (11) 3397-4002. A bilheteria será aberta com duas horas de antecedência. Grátis. 70 lugares.

lançamento dvd "Beat Iú", de Marco André, no Posto 8, dia 17 de novembro

ECT (Eu, Chris e Taís) faz miniturnê em São Paulo

foto: Caique Cunha

Rodrigo Sestrem é compositor e multiinstrumentista. Christina Fuscaldo canta e brinca com instrumentos diversos. Taís Salles é cantora, compositora e violonista. Com violão, flauta, vozes e barulhinhos percussivos, eles estão juntos no ECT (Eu, Chris e Taís), percorrendo a música brasileira de forma descontraída. Vão da roça ao rock, passando pelo folk e pelos baticuns dos terreiros. No repertório do primeiro EP, estão o forrock “De repente na cidade” (Taís Salles), a pop “Fênix” (Taís Salles), o folk “Enteléquia” (Felipe Melo e Taís Salles) e a nostálgica “Pra Falar da Bahia” (Rodrigo Sestrem e Taís Salles).

Em novembro, o ECT (Eu, Chris e Taís) parte para São Paulo, onde tem três shows marcados. A miniturnê de Rodrigo Sestrem, Chris Fuscaldo e Taís Salles começa em 11/11, no Studio SP, com Serjão Allaúde (baixo) e Tatá Ogan (percussão). Em 14/11, a banda (completa) disputa os prêmios do Festival Fun Music, etapa Taubaté (http://www.funmusic.com.br/space/ect-eu-chris-e-tais). No dia 15/11, apenas o trio faz show em formato acústico na Livraria da Vila - Fradique (Vila Madalena). No palco, Rodrigo, Chris e Taís tocam também a lúdica “Brincadeira Nova” (Rodrigo Sestrem) e a mística “Feiticeira de Iemanjá” (Taís Salles), e releituras como “Olhozinho” (Zeca Baleiro).

CLÁSSICOS DO CINEMA NO AXN

Dia 07 de novembro, próximo sábado, é dia de clássicos do cinema no AXN. O Double Pack da semana traz dois filmes marcantes e inspiradores. Na primeira sessão, às 20h, um charmoso ladrão se apaixona pela cientista que ele estava prestes a roubar, em “O Santo”. Logo depois, às 22h30, Bruce Willis interpreta um perigoso terrorista perseguido por um ex-guerrilheiro a mando do FBI, em “O Chacal”.

Confira as sinopses:

“O SANTO”, às 20h - Charmoso ladrão (Val Kilmer), mestre dos disfarces, é contratado por milionário russo para roubar a fórmula da fusão a frio descoberta por uma cientista. Mas ele acaba mudando de lado quando se apaixona por ela, e enfrenta o milionário e seus seguidores em plena Rússia.

ELENCO: Val Kilmer, Elisabeth Shue e Rade Serbedzija.


“O CHACAL”, às 22h30 - Alertado pelos soviéticos de que perigoso terrorista internacional (Bruce Willis) está prestes a entrar nos EUA para assassinar influente político americano, chefe do FBI (Richard Gere) tira da prisão ex-guerrilheiro do IRA, o único homem que conhece o rosto do assassino, para ajudar em sua captura.

ELENCO: Bruce Willis, Richard Gere e Sidney Poitier.

Cine MuBE: filmes sobre a África

O MuBE – Museu Brasileiro da Escultura – apresentará uma série de filmes e documentários sobre o continente africano, que vão abordar temas como cultura, religião, comportamento e as dificuldades encontradas pela população que sofre com a fome e a miséria.

O Cine MuBE, em parceria com o Serviço Audiovisual da Embaixada da França, exibirá os filmes aos sábados, neste mês de novembro, com início às 19h30. A entrada é gratuita e a classificação etária 14 anos.

No sábado, dia 7, o público acompanhará o documentário “Poeira Urbana”, que mostra a rotina de crianças do Congo que, longe de suas famílias, mendigam pelas ruas. Na sequência, a atração será “A Dançarina de Ébano”, uma produção sobre a dança africana sob a ótica de Irène Tassembédo, uma das maiores personalidades do assunto na África.

Confira, abaixo, as sinopses e demais informações dos filmes.

07/11

19h30

“Poeira Urbana”

Poussières de Ville (França/Congo/Senegal, 2001)

Direção: Moussa Touré. Documentário em Preto e Branco. Duração: 52 min. Legendado. Classificação etária: 14 anos

O filme começa com uma imagem surpreendente: sete crianças esfarrapadas saem debaixo dos tabuleiros em um mercado de Brazzaville, onde passaram a noite.
Moussa Touré os descobre e passa a registrar suas perambulações pela cidade, atrás de comida e de pequenos biscates.

Aproveitando sua aproximação com as crianças, o cineasta resolve reintegrá-las a suas famílias. Mas o caminho de volta está cheio de dificuldades que revelam o estado da sociedade congolesa.

20h30

“A Dançarina de Ébano”
La Danseuse d’Ébène
(França, 2002)

Direção: Seydou Boro. Documentário em Cores. Duração: 52 min. Legendado. Classificação etária: 14 anos


Seydou Boro, que durante um tempo trabalhou como intérprete, é também coreógrafo e produtor. Seu documentário é dedicado a uma das maiores personalidades da dança de origem africana, Irène Tassembédo – nativa, como ele, de Burkina Fasso, onde o filme foi inteiramente rodado. Este “retrato filmado”, que também apresenta Germaine Acogny, contribui para a restauração de todo um segmento da história da dança, investigando os laços e as tensões existentes entre dois continentes e duas culturas.


Irène Tassembédo reside na França há 20 anos. Em 1978, em Burkina Fasso, ela é selecionada para frequentar a escola Mudra-África, fundada por Maurice Béjart em Dacar e dirigida por Germaine Acogny. Conhecer Tassembédo conduz à reflexão sobre um tema essencial: a questão do corpo, tanto em termos dos seus valores como do seu imaginário, e a concepção particular que ele assume para os dançarinos africanos confrontados com a aprendizagem da dança contemporânea ocidental.

Ilustrando a sua trajetória com um grande número de entrevistas, sessões de trabalho e viagens, o filme evoca uma abordagem que parte de uma autêntica convicção: Tassembédo acredita que a dança africana deve situar-se em um mundo em evolução, mas sem virar as costas à sua própria gestualidade.

Serviço: “Cine MuBE” – Filmes e documentários sobre o continente africano MuBE (Museu Brasileiro da Escultura) - Auditório Pedro Piva - 192 lugares Rua Alemanha, 221, Jardim Europa Informações: (11) 2594-2601 Entrada Gratuita Classificação etária: 14 anos
Possui: acesso para pessoas com deficiência e restaurante no local

CD LANÇAMENTO - MPB

Com o cabelo sempre comprido e encaracolado, Kabelo ganhou o apelido na escola, e assumiu o K quando lançou o seu primeiro CD em 2007. Enveredou-se pelo mundo artístico aos 12 anos, tocando piano e fazendo teatro (“Cegonha Boa de Bico”), propaganda e programas de rádio (“Alô, Sampinha”, rádio Brasil 2000 FM). Na adolescência, trocou o piano pelo rádio e apegou-se ao skate e ao rock and roll. Anos mais tarde, já como roadie de artistas como Carlos Lyra, Paulinho da Viola, Baden Powell e principalmente Toquinho, Kabelo não só aproximou-se mais da MPB como aprendeu a ter disciplina.

Agora mais maduro e muito mais irreverente, Kabelo lança seu segundo CD pela Circuito Musical / Tratore.

O álbum, que tem participações de Toquinho e Badi Assad, apresenta um inquietante painel da vida numa cidade imaginária, com personagens que falam de amor, corrupção, violência e liberdade de expressão.

Produzido por André Matanó, com assistência de Wagner Amorosino e projeto gráfico de Elifas Andreato, o artista surpreende em cada faixa com seu humor ácido recheado de rock, funk, rap, reggae, salsa e um divertidíssimo frevo.

Kabelo retoma a trajetória do simpático Uga Bunga, personagem do seu primeiro CD. O bicho, um clone de primata, volta à vida num shopping de Linguicity, e causa vários problemas e situações complicadas com o surgimento de novos e inusitados personagens; “Silvinha Terrorista” é um deles – a faixa, uma salsa, é uma história tragicômica sobre a desventura de uma garota que comete muitas transgressões.

O CD abre com “Bactérias Criminosas” – a música retrata um grupo de rappers que está cumprindo reclusão numa colônia penal. É um funk/axé bem construído, que faz alusão à violência e à desigualdade social.

Outro destaque do disco é a música “Bumbo” que tem uma levada dançante a la KC & The Sunshine Band; o duplo sentido da letra sempre arranca boas gargalhadas do público que acompanha os shows do artista -“Tira a mão do meu bumbo, e vem tocar no seu bumbo”.

Kabelo é autor das 14 músicas do disco, e divide a autoria em “Bactérias criminosas”, “Silvinha terrorista”, “Espantalho” e “Tecnocrata” com André Matanó, “Bumbo” com Átila Gomes e Jair Caminha, e “Cosmonauta musical”, que compôs e gravou com Toquinho, de quem foi roadie por mais de dez anos. “Cosmonauta” é uma mistura de rap com MPB e conta um pouco da afinidade pessoal e da diferença de estilos entre os dois, que excursionaram mundo afora até 2007, quando Kabelo saiu dos bastidores para conquistar os palcos.

O CD conta também com a participação especial da talentosa violonista e cantora Badi Assad na música “Sereia”; a faixa é um samba suingado mesclado com rap e exalta a mulher sensual, a deusa da praia.

Mais que um simples disco para divertir, é um chamado à reflexão embalado por boa música.

Para ouvir algumas faixas do novo CD acesse:

www.kabelo.com.br

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