5 de março de 2020

O medo de dirigir!




Priscila Martins* 

O medo é inerente a todo ser humano e ele é bom, pois proporciona cautela e cuidado. O problema é quando ele te paralisa ao ponto de não conseguir enfrentá-lo. Torna-se patológico e é preciso tratá-lo. 


O medo de dirigir pode esconder outras inseguranças. Por causa disso, a dificuldade para superar o problema é ainda maior. É considerado uma fobia que se denomina Amaxofobia, o que impede o indivíduo de se locomover através de um automóvel. 

Isso pode ocorrer de forma multifatorial, podendo ter causas através de traumas ou até mesmo o indivíduo apresentar um esquema disfuncional de incapacidade, envolvendo desde o estresse, desgaste físico e mental a bordo dos veículos. Com tratamento psicológico esses medos podem ser revertidos.

O que para a maioria dos condutores de automóveis é automático, como trocar marcha, frear, acelerar, olhar o retrovisor, o movimento de outros veículos, ciclistas e pedestres, para alguns a situação é diferente. 

Eles sentem pânico ao dirigir, passando por uma verdadeira perturbação ao entrar no carro, já que para eles esse ato de dirigir é arriscado demais. A ansiedade causada é inevitável e incontrolável, entrar em um automóvel a sensação é paralisadora, prejudicando assim a vida dessas pessoas. 

Algumas pessoas passam por apenas algumas sessões, estruturando o comportamento para mudar positivamente a forma de pensar e agir, enquanto outras necessitam de um tratamento mais longo para que realmente consigam superar o medo. Portanto, cada caso é um caso que precisa ser analisado de forma isolada. 

Durante o tratamento psicológico, é fundamental que o paciente permita-se errar, atos como deixar o carro morrer, por exemplo, é um erro simples que pode ser contornado. 

Controlar seus pensamentos mesmo quando os sintomas como boca seca e tremor aparecerem é importante, é preciso continuar tentando, essa situação se amenizará com o tempo e a prática. 

No tratamento já observamos que não apenas falar sobre o medo é suficiente em muitos casos para alcançarmos os resultados esperados. É importante o paciente se expor a situação de forma gradativa. 

Iniciamos com a exposições de fotos de veículos e parte dele e aos poucos vamos introduzindo o paciente ao ato de dirigir controlando os seus sintomas. 

É possível através do tratamento ter mais autonomia, ter possibilidade de realizar viagens, passeios, liberdade em poder sair quando e como quiser com qualidade de vida. Pense em toda a satisfação que poderá ser adquirida. 

Trabalhando seus pensamentos e emoções negativas te dará condições de utilizar defesas mais estruturadas. Quando atingimos flexibilidade cognitiva fica mais fácil para mente se organizar. 

Enfrente esse desafio e saiba que é possível você adquirir autonomia e dominar essa dificuldade. 

*Priscila Martins, Psicóloga, e-mail psipriscilamartins@gmail.com e instagram @psicologa_priscilamartins

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