18 de janeiro de 2024

Muita atenção ao optar por ter um gato de estimação




A chegada de um felino em casa é repleta de novidades, expectativas e alegria

Texto: Sérgio Dias
Fotos: Pixabay

Quando um tutor planeja ter um animal de estimação, um dos questionamentos é a melhor opção é comprar ou adotar o pet. As duas alternativas têm suas vantagens e desvantagens e cabe ao tutor escolher a que mais se encaixa nas necessidades de sua família e estilo de vida.


Mas o Conexão Tocantins vai aprofundar um pouco mais esse assunto e falar especificamente sobre comprar ou adotar um gato. Comprar ou adotar um pet é um momento especial, porém, quando falamos sobre adoção felina, alguns cuidados precisam ser redobrados.

Segundo dados da American Association of Feline Practitioners, até 25% dos gatos testados na América Latina estão infectados com o FIV – Vírus da Imunodeficiência Felina, enquanto 42% possuem FeLV – Leucemia Felina.

Por isso os testes de FIV e FeLV desempenham um papel crucial nesse processo de adoção, pois a chegada de um novo gatinho em casa é repleta de novidades, expectativas e alegria, devendo o tutor estar ciente das condições de saúde do animal.

“Esses testes são fundamentais e simples de serem feitos. Com uma pequena amostra de sangue, chegamos a um diagnóstico definitivo, com o qual será possível identificar se o pet possui alguma dessas comunidades virais que podem comprometer significativamente sua saúde. O FIV é semelhante ao HIV em humanos, afetando o sistema imunológico do gato, enquanto o FeLV ataca as células sanguíneas e pode levar a problemas graves”, comenta Thiago Teixeira, diretor-geral do Nouvet, centro veterinário de nível hospitalar em São Paulo.

Ao afetar o sistema imunológico, o FIV enfraquece as defesas naturais. Transmitido principalmente por mordidas de gatos infectados, o vírus permanece no animal durante toda a vida. Embora alguns não apresentem sintomas graves, a infecção pode levar a complicações ao longo do tempo.

O FeLV também sensibiliza o sistema imunológico dos gatos, mas por outro lado, ataca as células sanguíneas, aumentando o risco de anemia, imunodeficiência e câncer.

A transmissão desses vírus muito comuns nos bichanos ocorre por meio de contato próximo entre felinos, como compartilhamento de tigelas de comida, água e fluidos corporais.

Ao contrário do FIV, gatos infectados com FeLV podem não apresentar sintomas imediatos. Portanto, o diagnóstico feito através de exames, consultas com especialistas, entre outros cuidados, são essenciais para a diminuição de casos no país.

“Ao realizar os testes, o tutor garante não só que o seu novo gatinho esteja livre dessas infecções virais, ou que possa ser tratado precocemente, mas também contribui para que, no futuro, o Brasil alcance uma taxa baixa de infecção desses vírus. Isso é muito importante para a saúde do felino e para proteger outros pets que já estão em casa”, finaliza Teixeira.

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