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13 de abril de 2015

Jorge Aragão celebra os 30 anos de estrada, com única apresentação neste sábado em São Paulo


Já são mais de três décadas de estrada e 20 álbuns lançados, e o poeta do samba Jorge Aragão não está nem perto de perder o gingado. O multipremiado artista vai se apresentar no palco do Citibank Hall, em São Paulo, no dia 18 de abril, para mostrar o seu repertório consagrado e enfileirar sucessos de toda a sua carreira.

21 de fevereiro de 2011

Credicard Hall vira roda de samba de Jorge Aragão



Com sambas do início de sua carreira até os mais recentes, artista carioca cativou público, fez do palco sua própria casa e ainda foi surpreendido por uma ilustre presença na plateia

Um dos mais consagrados sambistas brasileiros de todos os tempos, Jorge Aragão fez apresentação única em São Paulo na noite da última sexta-feira, 18, no Credicard Hall. Com muita irreverência e simpatia, o artista carioca interpretou canções de diversas fases de sua carreira, como a antiga Malandro e a mais recente Eu e Você Sempre, entre outras.


A plateia, formada por famílias com pessoas de todas as idades, lotou a casa de shows. A apresentação começou às 22h30, com o sambista sentado num banquinho tocando cavaco e cantando Pecado Capital, de Paulinho da Viola. Logo depois, Jorge Aragão se levantou e começou a cantar seus próprios sambas, acompanhado por mais oito músicos. Com problemas no retorno do áudio no início do show, o artista brincou: “Estou velho, demoro um pouco para engrenar”. Não demorou.


Jorge Aragão anunciou que ia começar a tocar seus sambas velhos e o show se desenrolou. Fizeram parte da apresentação as cançõesEnredo do Meu Samba, gravada pelo Fundo de Quintal, grupo que ajudou a fundar, Coisinha do Pai, Não Sou mais Disso, que compôs com Zeca Pagodinho, Encontro das Águas, de Jorge Vercilo, Vou Festejar, música de João Bosco que fechou a apresentação, além da sua clássica versão de Ave Maria, dedilhada no cavaco por um dos integrantes da banda e o tema de carnaval da Globo, de sua autoria.


Em diversas ocasiões Jorge Aragão se aproximava do público conversando. Na primeira intervenção, o sambista disse que não gosta de encarar o palco como se fosse um “esquema de show”, mas sim como sua casa. Em outra, disse que andava meio preguiçoso e cansado da pirataria, justificando a ausência de novos trabalhos, sendo muito aplaudido. Em mais uma, provocou a plateia dizendo que nas rodas de samba dele e dos seus amigos ninguém ficava sentado em volta da mesa, só queriam saber de sambar. A resposta veio com as pessoas se levantando pouco a pouco. Tudo isso dava ao show um ar mais intimista, apesar do tamanho do Credicard Hall.


Numa dessas conversas o sambista foi surpreendido quando agradecia São Paulo por ter acolhido sua comadre tão bem, coisa que sua terra, o Rio de Janeiro, não havia feito. Ele se referia à Leci Brandão, que no meio da intervenção surgiu de frente para o palco reverenciando seu compadre, que jurou não ter percebido que ela estava lá. O fato inusitado rendeu à Leci muitos aplausos e um coro para subir ao palco, que foi recusado. E assim, após duas horas de surpresa, improviso e bom-humor, Jorge Aragão provou que com ele não existe esse “esquema de show”. Só roda de samba.


Marcus Vinicius Pereira

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